A hell of a girl lover! | Review Glee – 3×07 – “I Kissed A Girl”

Glee voltou de sua pausa, e voltou bem… em partes! Gostei do episodio no geral, mas tiveram cenas e histórias desenvolvidas de forma desagradável e sem importância. Pra começar Emma mal aparece mais na série, mesmo depois de no segundo episodio ter uma crise com seu TOC por causa dos seus pais. Que se dane essa história, né? Afinal ela já se resolveu, né? É? Resolveu? Quando? Tão deixando ela como enche linguiça quando seu plot é um dos mais agradáveis e “críveis” no sentido Glee de ser.

Anyway, falemos do episodio em si. Começando logo após o tabefe que Santana (ou Snixx) teria dado em Finn. Foi interessante ver a garota abordando a questão que o diretor enxerga um tapa na cara como digno de suspensão, por uma tolerância zero a violência, no entanto, jogar “slushies” nos gleeks não é “violento” o bastante. O garoto esperto viu uma brecha para possivelmente reunir o Glee Club, e “chantageou” Santana. Digo isso entre aspas porque nem isso ele fez direito, mas Santana caiu e isso é o que importa. Depois vemos Rachel desesperada pela vitória de Kurt nas eleições escolares, porque sem ela, o “Melhor gay” dela não terá chances de entrar em NYADA. É óbvio que o Kurt não ia ganhar, assim como é óbvio que as pessoas em Glee vão votar pela bipolar retardada que todos adoram! Não tinha nem como o Kurt ganhar, somente se trapaceasse mesmo. Oh wait! O menino brinca com a possibilidade e acaba plantando a sementinha na brilhante cabeçola de Rachel. Receita para um final infeliz. 

Finn então explica seu plano maléfico para tirar Santana do armário. Não é bem maléfico, mas bota uma mega pressão nela, claro que uma pressão menor que um comercial indo ao ar para toda a cidade saber que você é guei! TEMÇA! O plano de Finn é dedicar a semana que precede as Sectionals (mas já?) para músicas de “ladies” para outras “ladies”. Lesbianismo detected! AMO/SOU! Claro que a temática ia render boas versões… e era inevitável ter uma atrocidade em meio a elas.  “Perfect” foi a primeira delas… e não foi ruim. Apesar de eu DE-TES-TAR a forma como Kurt canta suas canções (mouth moving wise) a versão não ficou ruim, mas também não de destaca tanto quanto a original. (P!NK, sua LYNDA) Gosto da voz de Blaine apesar de achar o personagem exagerado demais, o ator não é de todo ruim, mas ele SEMPRE exagera nas interpretações de músicas. Kurt é a pessoa mais sem ritmo da face da terra, e também é a menos sexy. Por isso que eu desacreditei tanto da “primeira vez” dos dois. Não vejo sensualidade, muito menos sexualidade em Kurt. Vejo apenas um cara gay, de voz fina, divertidíssimo pra bater papo e fofocar no salão de beleza. Ponto. Não é um gay que você pode ser amigo AND acredita que ele GOSTA de fazer sexo. Não dá! Moving on… senão eu desembesto a falar mal desse casal, que muitos adoram! Até porque eles nem foram o foco do episódio.

Santana relutou a primeira tentativa do grupo e dá-lhe toco neles. “Thank you guys. Thank you Finn, specially. You know, with all the horrible crap I’ve been through in my life… now I get to add that.” OUCH! Santana é uma das personagens mais reais da série. Apesar de extremamente caricatural, ela tem um propósito em ser assim. Afinal não são todos que nascem gay, ou se aceitam gays, apesarem de saber que são. E ela representa essa dificuldade da pessoa saber, entender o que é, o que gosta, mas não consegue gritar pro mundo, se libertar, ligar o “phoda-se”. Não conseguia… quer dizer.

 

Aí vamos pra campanha eleitoral de Sue. História escrota, sem fundamentos e que eles insistem em explorar. Pelo menos ela chegou ao fim neste episodio, ou assim espero. Sue perdeu para o pai de Kurt e sabe Deus o que vão inventar pra ela agora. Estragaram a personagem, agora toda vez que ela aparece, eu tenho vontade de pular a parte dela… triste, porque eu AMAVA a Sue. E acabou o assunto Sue pelo post. Não ligo o que aconteceu na história dela, então não comentarei mais sobre. Tamanho o meu descaso. Apenas um PS. Outra versão escrota que o episodio rendeu, foi graças a genial ideia de Sue se envolver com o Cooter (boy da Beiste), e fez Beiste cantar (WTF!?) “Jolene”. Uma das piores versões de Glee… vergonha alheia, e totalmente dispensável para o episodio. Alias, não desmereço a história de Beiste com Coot, mas ela não precisa cantar sobre só porque está em Glee. Deixem mais real, ok? Não são TODOS os personagens que precisam cantar.

“I’m The Only One” na voz de Puck ficou ótima, e é muito bom ver os produtores se lembrando que existem outros cantores no grupo, e até mais merecedores de destaque além de Finn e Blaine. Com o promo passado confesso que fiquei assustado sobre seus sentimentos com Shelby, e por ele querer “contar um segredo” à Quinn. Mas depois de ver todo o contexto, super perdi o medo. Vejo que o rapaz está mesmo apaixonado por Shelby, e seria uma boa história para seguir, apesar da professora AINDA estar hesitando, mesmo depois de dormir com o cara.

Quinn por sua vez, finalmente teve alguém que compreendeu todas as maluquices que fez nos últimos tempos. Puck desdenhou, com razão, e dispensou a garota na primeira tentativa dela. Depois, mais tarde no episodio, ela explica suas verdadeiras intenções para querer transar novamente com Puck, e o cara simplesmente entende que a garota tem muitos problemas de auto-estima. Claro que tudo começa a se resolver, e por esse motivo, acredito que Puck conta seu segredo para Quinn, e a loira não fará nada, a não ser tentar ajudar o garoto. Sonho meu… rysos.

 

Finn tenta, mais uma vez, ajudar Santana. E nasce uma versão lamentável do clássico das guei “Girls Just Wanna Have Fun”, da musa Cindy Lauper. Só fui reconhecer a música no refrão, não ficou uma versão legal. No entanto, a cena se salva, e foi emocionante e tocante, e eu cheguei a lacrimejar vendo Santana lacrimejando. A garota finalmente cede, e abraça a causa, quer dizer, o Finn.

 

Depois, temos as eleições, ou seja, o comercial que declara o fanchismo de Santana já foi ao ar. Com ele vem héteros babacas (que realmente existem, mas o ator desse episodio… I WOULD!) achando que não existem mulheres lésbicas, apenas revoltadas com o momento e em necessidade de um verdadeiro homem para torná-las “normais” novamente. Na mesma hora o grupo lésbico (brinks!) chega pra ajudar a amiga. Eu adorei!!! Lógico que a música seguinte foi a melhor do episodio, e uma das melhores versões desta temporada, quiçá da série. “I Kissed A Girl” de Kátia Pereira, foi belamente interpretada pela fancha e suas amygues. Amei, tá no repeat já. E o que é Sugar Motta (que ainda não ganhou o destaque necessário) tentando sensualizar com as meninas? DE-MAIS!

Santana, após gritar a todos os pulmões que já “beijou uma garota e gostou”, conta para os amigos que já conversou com seus pais, e eles levaram numa boa. Achei meio fajuto e meio preguiça de escalar um elenco para fazer os pais da menina, mas tudo bem por enquanto. Ela explica em seguida que ainda tem que contar a “abuelita” dela, e já vemos que vai dar merda. Kurt é chamado na sala do diretor por suspeita de fraudar as eleições estudantis, em seguida conta o que aconteceu pra Rachel e Finn, e a garota assume para Finn ter fraudado os resultados. PHOOOOO-DEU!.

 

Chega o momento da conversa com vovó. Tudo caminha no mais carinhoso momento entre vovó e neto, quando a velhinha faz comidinha, reclama que você tá magérrimo e precisa comer um prato de pedreiro que ela botar na sua frente. Quem nunca? Santana pede calma para “abuelita”, diz que quer conversar e conta. “I love girls the way i supposed to feel about boys.” Apesar de pressentir que a vó não ia aceitar, e ia expulsar a menina e nunca mais ia querer vê-la (o que, de fato, aconteceu), ainda tinha esperanças que a velha fosse aceitar e dizer que ama a neta independente disso, assim como Burt fez com Kurt. No entanto, isso não ocorreu, a garota ficou devastada, pois era muito próxima de sua avó e eu chorei. Literalmente. Por mais caricatural que a série seja, ela ainda consegue acertar em momentos, e nesse acertou em cheio. Por mais que torcemos para que a aceitação venha repentinamente, na maioria das vezes, não é assim.

Para finalizar o episodio, vem uma música que realmente representou o que todas as histórias do episódio queriam dizer. “Constant Craving” foi uma música não tão agradável de ouvir, não uma versão que você enche a boca pra dizer que adorou, mas que tem uma letra que se encaixou perfeitamente com o momento da série. Por isso “thumbs up”! O episodio termina com Rachel contando a Kurt e ao grupo que fraudou as eleições, e o diretor Figgins a suspendeu, manchou seu histórico escolar perfeito, e a garota não poderá participar das Sectionals! =O

Recapitulando, algumas músicas foram boas, se encaixaram com o tema do episodio e merecem ser ouvidas mais de uma vez. Outra nunca deve ser repetida na face da Terra, pelo bem da sra. Vergonha Alheia. Outra foi ok, mas se tornou sensacional por se encaixar perfeitamente com o episodio. As canções foram “Perfect”, “I’m The Only One”, “Jolene”, “I Kissed A Girl” e “Constant Craving”.

No próximo episodio, que deve ser o último do ano, já que teremos as Sectionals, e o “trouty mouth” retorna só de cuequinha. Chord Overstreet volta para a série, não sabemos ainda se como regular, ou participação. Saca só:

E aí, o que achou da revelação de Santana? Gostou do episodio? Tá curtindo a temporada? Tá achando ela meio ruim, meio boa? O que você está achando? Conta pra mim, vai? Comentem!

About kywi

Uma fruta que curte muito o universo pop, e tenta sempre estar antenado.

Posted on December 1, 2011, in Glee, Séries and tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. 3 Comments.

  1. Amey seu blog!
    E tenho sim um comentario sobre o ep… foi mto lindo, maaaas, eu acho que perdi um pedaço, fiquei curiossissima, com a Becky dizendo que já pegou uma menina na promo e…….nao teve nada disso no Ep. :O, ou fui eu que perdi essa parte?????
    de resto concordo com a santana ter resolvido rapido demais com os pais, e juro que eu achei que por um momento a vó dela ia aparecer demonstrando de alguma forma que era lesbica tb…ela é tao rabugenta e briguenta quanto a Santana, podia ser o mesmo nao???
    beeeijos

    • Verdade, bem apontado! Tb perdi essa cena da Becky… quedê?
      ótima teoria quanto a vó de Santana… pode ser que ela reprimiu tanto a mesma vontade e não aceita quem consegue se libertar.. sei lá!

  2. ahhh , não gostei muito da ideia da Santana ser lésbica mas minhas fontes estão dizendo que vai ser passageiro e que ela ficara no fim com um homem que ainda não divulgaram o nome ^^ Espero que minha fonte esteja certa , adoro o geito da Santana 🙂

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